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Na Armadura — O Cavaleiro Preso

A viseira baixou sozinha, um dia, sem que ele percebesse. Já não via o brilho do sol, só o reflexo turvo do aço. Já não ouvia a voz dos outros, só o eco do próprio ar que escapava pelas frestas.

A armadura, que um dia foi escudo, virou cela. Cada placa, uma mentira que ele repetiu até virar verdade: — Estou bem. — Sei o que faço. — Não preciso de ninguém. o cavaleiro preso na armadura

Mas o cavalo parou. O castelo ficou para trás. E ele, tão pesado, não conseguia descer sozinho. A viseira baixou sozinha, um dia, sem que ele percebesse